Silêncio do prefeito mantém indefinição sobre show de Natanzinho Lima em Palmas de Monte Alto
28 de maio de 2026O show do cantor Natanzinho Lima em Palmas de Monte Alto segue cercado de incertezas. Até o momento, a gestão municipal não se pronunciou oficialmente sobre a manutenção ou possível cancelamento da apresentação, aumentando a expectativa e as dúvidas entre moradores e fãs do artista.
A indefinição ganhou força após uma recomendação emitida pelo Ministério Público do Estado da Bahia (MPBA), relacionada aos gastos públicos com atrações artísticas contratadas pelo município.
O documento foi assinado pelo promotor de Justiça Dr. Marcos Almeida e leva em consideração diretrizes estabelecidas em notas técnicas conjuntas do Ministério Público da Bahia, Tribunal de Contas do Estado (TCE-BA) e Tribunal de Contas dos Municípios (TCM-BA), voltadas à fiscalização preventiva das contratações públicas.
Com a recomendação, o show de Natanzinho Lima, previsto para sexta-feira (29), pode ser comprometido. Apesar disso, até o momento não há confirmação oficial sobre o cancelamento do evento. Nos bastidores, a informação é de que o prefeito aguarda um posicionamento do Ministério Público e sustenta que a programação não se enquadra como festa junina.
Segundo contratos firmados por outras prefeituras, o cachê de Natanzinho Lima gira em torno de R$ 850 mil. Em Palmas de Monte Alto, a contratação do artista foi realizada por inexigibilidade de licitação no valor global de R$ 800 mil, cifra que chamou a atenção dos órgãos de controle por ultrapassar o teto de prudência recomendado.
Além de Natanzinho Lima, a programação anunciada pelo município inclui atrações como Mano Walter, Trio Parada Dura e Henrique e Diego, com apresentações previstas entre os dias 28 e 31 de maio. Somados, os gastos com cachês artísticos chegam a R$ 2.275.000,00.
A falta de um posicionamento oficial da Prefeitura tem alimentado especulações no município. Para alguns advogados consultados informalmente, o prefeito pode optar por realizar o evento, assumindo eventual risco de questionamentos judiciais, ou seguir integralmente a recomendação do Ministério Público.
Fonte:. Folha do Vale



